Caracas! Mais de um mês já se foi desde a última vez que escrevi aqui. Não vou pedir perdão mais. Aprendi a respeitar meus próprios ciclos e, neste momento, ainda continuo de férias. Eu não sei se voltarei a ser tão conectada como no passado. Com certeza não. O que passou não volta mais, só nos transforma de cabo a rabo. Eita tempo bão que nos constroi, né!
Gente, mas estou com saudade. Chego a sonhar com algumas mães blogueiras e, mesmo sem nunca ter a visto, você acredita que vejo até rosto??? Delíciaaaaaaaaaa. Já viveu isso, né? É bom também dar tempo da blogosfera, né? Dá pra digerir aquilo que se aprendeu nos comentários, na leitura, na troca de emails e os telefonemas internacionais. Ahhhhhhhh! A sensação é tão boa que a gente chega até suspirar: ok, pode me levar amanhã que já foi bom! Mas é só sensação, please. O medo da morte grita só de registrar o sentimento de alívio, de prazer...Tá entendendo alguma coisa ou estou muito fragmentada? Ou será densa demais?
eca, vou pular paragrafo pra parar com esse papo.
ufa! Voltei!@ Eu queria resgatar meu post sobre a minha luta do emagrecer porque mudei completamente de idéia. Aquele olhar já era. Agora descobri algo novo sobre meu corpo. Tão novo que me conforta e, sabe, me deixa feliz. pela primeira vez consegui separar EU da cultura imposta pela publicidade. É tão louco quando você se descobre alienada. Até uma semana atrás, eu brigava comigo para emagrecer e achava que essa briga era preguiça, teimosia, falta de disciplina, enfim, me culpava por não conseguir emagrecer...Quem me lê já sabe o quanto ainda estava presa naquilo que nos impõe, no estigma feminino atual e moderno.
Meu olhar mudou. Meu desafio é que nunca cuidei do meu corpo. Penso muito, crio demais, tenho cinquenta idéias ao mesmo tempo e ainda tenho uma profissão que exige um esforço mental doentio: escrevo muitoooooooooo para diferentes coisas totalmente desligadas do meu cotidiano de mãe e mulher. E abandonei o corpo desde do dia em que olhei para ele como um cantinho para minha filha. Esse cuidar de mim como se fosse um espaço dela ficou até hoje mesmo após cinco anos de gestação. Eu não ouço meu corpo, logo resolvi ouvir a mídia. Ela manda a mulher ser magra e, a alienada aqui, achava que porque meu desejo era voltar ao formato do corpo que tinha ( nunca fui magra), eu não estava na onda da mídia. Risosssssssssssss....kkkkkkkk. Pois é, a gente se engana.
Agora vou tentar equilibar mente e corpo. Se eu vou conseguir? Eu não sei. Também aprendi que não preciso toda hora de ficar cumprindo metas. Já chega as metas que preciso cumprir pelo meu cotidiano, as quais nunca representam minhas demandas. Mas sempre a demanda dos OUTROS.
A consciência de ver isso já mudou pouquinho meu formato. Não!!! Eu continuo bem gordinha, mas já gosto mais de mim, pra caracas ( ps: a su não gosta que eu falo palavrão aqui). O ódio , a raiva, aquela sensação de quem se sente pressionado pelo mundo porque não faz parte do script continua, afinal, eu to viva e aqui, neste mundo cheio de regras do consumo. mas elas são menos intensas, entende?! A dor por não ser como deveria ser é menor. Quem sabe um dia essa dor seja imperceptível......quem sabe?
Bjkas a todas. prometo voltar em breve, sinto que meu ciclo está mudando e devo me dedicar mais ao Desabafo de mãe!
16 de Julho de 2009
Meu ciclo feminino
Postado por
Ceila Santos
às
02:05
1 comentários
Marcadores: tempo
7 de Julho de 2009
Comentários que são desabafos...
Vocês sabiam que muita gente deixa, lá no site, verdadeiros desabafos no espaço dedicado aos comentários? Por isso, vale a pena ler os comentários para acompanhar a dicussão... Por exemplo, no desabafo da Isis, sobre gravidez ectópica, diversas mães compartilham experiências sobre o tema. O bate-papo está muito interessante, agora estamos esperando a Isis comentar se deu tudo certo no último exame que fez! Estamos torcendo por ela e outras mulheres que lutam para ser mãe e superar a dor de passar por uma gravidez tubária.
Na semana passada, um comentário que me chamou muito a atenção foi deixado no desabafo Devo ou não pedir demissão. O comentário, que não tem relação alguma com o desabafo citado, é um desabafo de Paula, uma mãe que está indignada com a creche onde a filha fica o dia todo! Não é por menos. Lá, eles não se preocupam com a higiene das crianças, que não lavam as mãos antes de comer, escovam os dentes após as refeições e, acredite ou não, muitas vezes seguram o cocô porque, segundo o dono da escola, eles não são pagos para limpar bunda! Gente! Isso é uma coisa que me deixa sem palavras!
Como uma creche assim ainda funciona? Simples, pela falta de opção das mães que acabam deixando os filhos na creche ou pelo valor da mensalidade ou localização (perto do trabalho, da casa...). Paula, a mãe que deixou o comentário, fez uma denúncia na Secretaria da Educação. Ela quer saber se vocês fariam o mesmo! Respondam para ela no e-mail: paula.taranto@hotmail.com.
Eu respondo aqui mesmo: denunciaria e tiraria meu filho de lá, ainda tentaria persuadir outras mães...
Postado por
Sueli
às
22:00
1 comentários
30 de Junho de 2009
Casas de Parto
Recentemente, a Casa de Parto David Capistrano, que fica em Realengo, no Rio de Janeiro, foi fechada devido à falta de equipamentos essenciais. Mas, com um abaixo assinado e passeata, a Casa foi reaberta e já atende presta assistência às mulheres cariocas. Mas a luta pela abertura de mais casas de parto continua, por isso, pedimos a sua ajuda! Para isso, basta participar do abaixo assinado realizado pelo site Parto do Princípio.
A Casa de Parto oferece às mulheres a possibilidade de ter um parto mais individualizado, centrado em suas expectativas e desejos. No local, trabalham enfermeiras obstétricas, técnicos e auxiliares de enfermagem, assistentes sociais e nutricionistas. A equipe acompanha a mãe e o bebê, de baixo risco, desde o pré-natal até o parto.
Para quem ainda não conhece, uma enfermeira obstétrica (midwives, em inglês) está capacitada para realizar pré-natal e partos, desde que a mãe e o bebê não corram risco de vida. Aqui nos Estados Unidos, essa prática é bastante comum. Eu tive dois filhos de parto normal, o primeiro realizado por um obstetra e o segundo, por uma enfermeira obstétrica. Ambos foram excelentes!
Postado por
Sueli
às
13:13
1 comentários
Marcadores: casa de parto, parto humanizado
28 de Junho de 2009
E se fosse seu filho?

Há algumas semanas, sai com a minha professora de francês que me contou uma história muito bonita. Ela tem um sobrinho com talento nato para dançar. Ele tem 10 anos e já dança há três anos, sendo um dos primeiros bailarinos do grupo. Os pais o apóiam incondicionalmente. Ela também acha que o sobrinho é gay, mas por ele ter apenas 10 anos esse papo só vai rolar lá pra frente. Minha resposta: sorte dele saber, aos 10 anos, sua orientação sexual e profissional e, principalmente, contar com o total apoio dos pais!
Essa aceitação já é meio caminho andado para a sua felicidade! Ele não vai ser uma pessoa reprimida e infeliz que, aos 40 anos, casado e trancado num escritório, descobre que sente atração por homens e gosta de dançar.
Acho que isso depende demais da sensibilidade dos pais e, principalmente, da capacidade de deixar qualquer preconceito de lado e enxergar no filho exatamente o que ele é e não o que desejam que ele fosse.
Enquanto existem histórias assim, também há outras que espantam pela covardia e, porque não dizer, ignorância. Recentemente, postaram no You Tube ( vídeo já foi retirado) o vídeo de um garoto numa sessão de exorcismo na igreja. O objetivo era "libertá-lo do demônio homessexual". Isso me deixa sem palavras, principalmente porque estamos em 2009 e já sabemos bem melhor que isso...
Postado por
Sueli
às
21:47
3
comentários
Marcadores: gay, homossexualismo
25 de Junho de 2009
Morte súbita
A Simone Zelner, mãe do Gábi, sempre me envia dicas e assuntos relacionados à maternidade, crianças etc. Nesta semana, ela me enviou uma reportagem da Gazeta do Povo que fala sobre campanha da Pastoral da Criança: "Dormir de Barriga pra Cima é Mais Seguro". Achei ótima a campanha, por isso decidi compartilhar com vocês.
Nos Estados Unidos, essa é a primeira recomendação do pediatra: colocar a criança para dormir com a barriga pra cima. Essa prática reduz as chances dela ser vítima da morte súbita, que faz muita mãe perder o sono de preocupação. Com o Tomás, meu primeiro filho, mesmo ele dormindo de barriga pra cima, checava toda hora para ver se ele respirava...
Com o Arthur, fiquei bem menos preocupada. Sempre coloquei ele para dormir com a barriga pra cima. Também, evito deixar brinquedos, paninhos ou cobertores no berço quando ele está dormindo ou brincando lá dentro. Quando está mais friozinho, coloco ele no saco de dormir...
Obrigada pela dica Simone!
Postado por
Sueli
às
14:05
1 comentários
Marcadores: morte súbita
20 de Junho de 2009
Crianças e piscinas
Há pouco tempo, minha sogra sugeriu levar o Tomás para a praia. Ele viajaria sozinho com meus sogros. Minha resposta foi: não. Simplesmente, porque não confio em ninguém quando assunto envolve piscina, praia e meus filhos. Acho muito perigoso, ainda mais ele que é super travesso e ligeiro quando é para correr e esconder.
Eu sei que acidentes acontecem até com os pais, mas mesmo assim não confio. Em nossa última viagem, eu fui com ele numa piscina. O Tomás estava sentado do meu lado e eu, por 10 segundos, me virei para pegar a toalha. E onde está o moleque? Dentro da piscina, já afundando.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, crianças não se debatem na água para pedir socorro ou tentar se salvar, elas afundam silenciosamente. Por isso, aqui nos Estados Unidos, existem diversas campanhas para educar os pais. Por exemplo, eles falam para os pais evitarem deixar os filhos sob cuidados de terceiros quando o local tem uma piscina e, óbvio, nunca, nunca baixar a guarda quando se mora numa casa com piscina.
Geralmente, os acidentes ocorrem em casa, porque os pais e as crianças já estão acostumadas com o lugar e, exatamente por isso, ficam menos atentos aos perigos da piscina.
Há um ano, uma mãe texana perdeu seus dois filhos - um menino de 3 anos e uma menina de 1 ano. Eles estavam aos cuidados do pai que, quando percebeu a ausência das crianças, saiu correndo para o quintal e os encontrou no fundo da piscina. Essa mãe, tudo indica, cometeu suicídio na mesma piscina na semana passada, três semanas antes de completar um ano da morte de seus filhos. Muito triste.
Minha mãe reformou a piscina da casa dela, mas não colocou grade. Nem penso em levar meu filhos lá até ter certeza que eles estarão seguros. Pode parecer neurose minha, mas acho que criança e piscina não combinam, ainda mais sabendo que meus filhos são bem travessos...
Postado por
Sueli
às
14:38
8
comentários
Marcadores: acidente em piscinas, afogamento
18 de Junho de 2009
Brasil, meu Brasil brasileiro...
Já me questionaram se eu não estou preocupada com uma possível "crise de identidade" do Tomás pelo fato dele ter três nacionalidades. Primeiro, identidade e nacionalidade são coisas totalmente diferentes e, respondendo à pergunta, não me preocupo com isso não e nem acho que as nacionalidades terão influência sobre sua identidade! Ele é o que é... um garoto que tem uma incrível oportunidade de conhecer e crescer em três diferentes culturas.
Agora, não tenho dúvidas que ser brasileiro para ele é muito especial. Eu não sou do tipo que fica falando do Brasil, mostrando coisas brasileiras etc. Acho que ele está mais exposto à cultura americana porque moramos nos Estados Unidos. Lógico que ele tem livro do Ziraldo, da Ruth Rocha e assiste Cocoricó, mas faz o mesmo com os livros e desenhos americanos e belgas (franceses). Mesmo assim, quando alguém pergunta o que ele é, a resposta é imediata: "brasileiro do Brasil". Isso desde que aprendeu a falar! Ele sabe no mapa mundi onde está o Brasil e também ama o Gilberto Gil, especificamente a música A Paz, que também fala do Japão (eu contei para ele sobre o Japão e sobre os bisavós dele).
Fora isso, ele ama comer mariscos (prato típico da Bélgica), mas o que o deixa louco é arroz e feijão, e, lógico, pão de queijo! Come uma fornada sozinho! Esses dias, assim do nada, ele percebeu que a Turma do Cocoricó fala Português, foi uma festa aqui em casa... Até então, com essa mistura de inglês, francês, português e, às vezes, japonês e espanhol, ele não tinha percebido o óbvio. Foi muito engraçado. Mas percebo que aos poucos o inglês está se fortalecendo, tanto que agora ele não pergunta mais como fala isso em inglês... a pergunta agora é: mamãe, como falo "isso ou aquilo" em português! Lógico que respondo na hora!
Não sou de forçar essa ou aquela cultura, acho que ele aprende sozinho e vai atrás daquilo que mais interessa, no caso do Brasil: música e comida! E existe coisa melhor que gostar de música e comida brasileira? Acho que não...
Postado por
Sueli
às
21:25
2
comentários
Marcadores: cultura brasileira

